quarta-feira, 2 de julho de 2014

O aprendizado da beleza de uma princesa

Têm gente que pensa o que tem haver ''Uma moda de diva com'' com ''saber sobre vaidade e beleza interior'' muito fácil por que para ser uma diva em primeiro lugar tem que se gostar por dentro para ter ânimo para se gostar por fora e aqui em (Uma moda de diva) você vai aprender como fazer isso para conseguir ter satisfação consigo mesmo interiormente e exteriormente.

A beleza verdadeira

Quem define a beleza?
A sociedade, a família, os meios de comunicação, os homens ou as mulheres.
Vivemos em uma época na qual a beleza transcende todos os círculos. Desde a infância até a idade adulta, tanto mulheres quanto homens são bombardeados por mensagens e imagens nas quais se ressalta a beleza das coisas na natureza, nos animais e em todos os seres humanos.
Inicio este artigo com três definições de beleza: de acordo com o Dicionário da Língua Espanhola, a beleza é definida como uma “propriedade que faz as coisas serem amadas, que nos infunde o deleite espiritual. Esta propriedade existe na natureza e nas obras literárias e artísticas”.
A Wikipédia, enciclopédia livre da internet, define o termo como: a característica de uma coisa que, por meio de uma experiência sensorial (percepção) busca uma sensação de prazer ou um sentimento de satisfação. Neste sentido, a beleza provém de manifestações como: forma, aspecto visual, movimento e som, ainda que também seja associada, com menos frequência, a sabores e cheiros.
Por fim, Tomás de Aquino, teólogo e filósofo da igreja Católica, define a beleza como “aquilo que agrada à visão” (quae visa placet).
Essas três definições, entre tantas outras que existem no mundo e na mente de homens e mulheres, demonstram como a beleza pode ser diferente e subjetiva para cada pessoa.
Mas o que isso tem a ver com a mulher?
Simples, é cada vez mais preocupante ver até onde as mulheres podem chegar para alcançar o ideal de beleza, para atrair o sexo oposto ou, simplesmente, para estar à altura dos padrões de beleza impostos pela sociedade atual.
Desde a infância, as meninas são envoltas em um manto de beleza que distorce sua realidade e a percepção que têm dela.
Alguns exemplos desta afirmação são as bonecas Barbie e Polly, as princesas (Cinderela, Branca de Neve, a Bela Adormecida, Rapunzel, a Pequena Sereia, entre outras), etc.
Esses exemplos, entre muitos outros, geram desde cedo nas meninas a vontade de se parecerem com esses personagens fictícios.
Em muitos países do mundo, concursos de beleza infantis fazem com que as meninas, que estão em fase de construção de caráter e personalidade, se esqueçam de sua idade e se tornem mulheres que dão mais importância aos penteados, à maquiagem e aos vestidos do que às brincadeiras, às amigas e até mesmo aos doces.
Vemos meninas que ainda estão em desenvolvimento e querem ter seios maiores, lábios sensuais e cabelos de comercial de xampu. Tudo com o consentimento dos pais, principalmente das mães.
Vemos como mulheres bonitas, na busca por alcançar padrões de beleza e serem aceitas pela sociedade, submetem-se a perigosas cirurgias com “médicos” pouco qualificados e acabam deformadas, colocando a saúde em risco ou perdendo a vida em uma sala de cirurgia.
Cada mulher e cada homem é fruto da genética dos pais. Todos nós viemos ao mundo com características determinadas pelos genes. Algumas pessoas serão mais ou menos “bonitas”, algumas serão altas, loiras, de olhos claros, cintura fina, pele morena e personalidade forte. Outras serão baixinhas, gordinhas, de olhos puxados e escuros, o que não quer dizer que são feias.
A beleza está presente em todo ser humano. Pode estar no interior ou no exterior de cada pessoa. Homem ou mulher. É tão subjetiva que o que você acha belo e charmoso, pode ser feio em outra cultura, país, raça ou sociedade.
Há a beleza pode ser comprada com um bisturi, com uma roupa, como uma boa maquiagem de marca, mas a beleza interior de cada um só se sobressai quando a pessoa se aceita como é e se mostra ao mundo com todas as suas virtudes, qualidades, fraquezas e defeitos.
Por fim, a beleza não é determinada pelos meios de comunicação, pelas modelos nas passarelas ou pelas estrelas de Hollywood. A beleza do ser humano pode ser vista no sorriso de uma criança, nos olhos de uma mãe e nos cabelos grisalhos e rugas de uma avó.
Resumindo, todas as mulheres e todos os homens são belos, só que alguns não sabem disso. A beleza está no interior de cada pessoa, e não em um rosto ou perfil harmonioso e perfeito.

Um pouco da beleza

Beleza é uma característica de uma pessoa, animal, lugar, objeto ou ideia que oferece uma experiência perceptual de prazer ou satisfação. A qualidade do que é belo.
A experiência de "beleza" muitas vezes envolve uma interpretação de alguma entidade como estando em equilíbrio e harmonia com a natureza, o que pode levar a sentimentos de atração e bem-estar emocional. Como isso pode ser uma experiência subjetiva, muitas vezes se diz "A beleza está nos olhos de quem vê"Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente.
Sou isso hoje...
Amanhã, já me reinventei.
Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim.
Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina... E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar...
Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil...e choro também!
O que torna uma pessoa realmente bela não são seus olhos, nem mesmo seu corpo, mas o que ela faz com tudo isso.
Quem tentar possuir uma flor, verá sua beleza murchando. Mas quem apenas olhar uma flor num campo, permanecerá para sempre com ela. Você nunca será minha e por isso terei você para sempre.

O resumo da vaidade

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vaidade (chamada também de orgulho ou soberba) é o desejo de atrair a admiração das outras pessoas. Uma pessoa vaidosa cria uma imagem pessoal para transmitir aos outros, com o objetivo de ser admirada e invejada.
A vaidade é mais utilizada também hoje para estética, visual e aparência da própria pessoa. A imagem de uma pessoa vaidosa estará geralmente em frente a um espelho, a exemplo de Narciso.
Uma pessoa vaidosa pode ser gananciosa, por querer obter algo valioso, mas é só para causar inveja aos outros. Um ser humano invejoso, por sua vez, identifica com bastante facilidade um ser humano vaidoso, pois os dois vicios se complementam, e um e` objeto do outro.
O que pelas lentes de alguns é asseio, glamour, fantasia, amor ao belo ou elevação da auto-estima, pelas lentes de outros pode ser (ou parecer) vaidade.
Nos Ensaios de Montaigne há um capítulo sobre vaidade. Um escritor brasileiroFlávio Gikovate, tem se dedicado a analisar a influência da vaidade na vida das pessoas e seus impactos na sociedade.
Uma das abordagens da vaidade na literatura é feita por Oscar Wilde no livro O Retrato de Dorian Gray, onde o principal tema é a vaidade do personagem Dorian, onde o jovem e` ao mesmo tempo velho, e o velho e` ao mesmo tempo jovem.
Mathias Ayres é um filósofo brasileiro que escreveu muito a respeito do tema em seu livro Reflexões Sobre a Vaidade dos Homens.

Vaidade-Uma inimiga silenciosa


Vaidade - Uma inimiga silenciosa

Dentro de todas as áreas de trabalho e profissões, de todas as culturas e povos, de todas as civilizações e séculos da história ela esteve presente. Com as mais diversas faces, sob inúmeros disfarces diferentes, a vaidade acompanha a alma e natureza humana.

Há quem diga que ela faz parte do temperamento ou personalidade, outros que afirmem que floresce com o convívio social e as necessidades de auto-afirmação. De uma forma ou de outra, é um aspecto que impulsiona os homens nas suas relações para com o mundo e para consigo mesmo. 
"Não temos alegria, se está descontente a vaidade; da mesma sorte, que a desgraça não aflige, tanto, quando se acha a vaidade satisfeita."
"Todas as paixões dão conosco passos iguais no caminho da vida: logo que vimos ao mundo, começamos a ter ódio ou amor, tristeza ou alegria: só a vaidade vem depois, mas dura sempre. "
(Matias Aires) 
Matias Aires, brasileiro, é considerado um pensador universal porque, quando coloca a vaidade como centro de suas meditações sobre a vida e como a origem de toda a sua compreensão, situa-se no mesmo nível de outros pensadores que, a partir de temas específicos, estudaram o homem e suas relações sociais. 
Nicolao Maquiavel, em O Príncipe, explica, a partir da luta pelo poder político e o seu exercício, as relações humanas - tanto entre indivíduos, como entre coletividades; o pensador espanhol Baltazar Gárcian, discorreu a partir de aforismos sobre "A Prudência", no livro que intitulou: "Oráculo Manual y Arte de Prudencia" (editado em português como "A Arte da Prudência") e ainda Erasmo de Roterdan, pensador flamengo, mestre da Universidade de Louvain, amigo de Thomas Morus, no seu livro "Elogio a Loucura", vê a "loucura" com uma energia criativa nas ações humanas. 
Matias Aires não escolheu a angústia, nem o significado do existir. Ao partir da abordagem centrada na "vaidade" como a grande paixão humana, faz uma meditação universalista para entender o homem e a vida. Para ele, a vaidade não é uma força negativa, não é uma paixão entre as demais, é sim uma paixão sobre ou sob as demais. Por exemplo: a vaidade de serem (os homens) leais os faz obedientes; a vaidade de serem amados os faz benignos; a vaidade da reputação, os faz virtuosos.
Para ele, a vaidade vai além da existência: Vivemos com vaidade, e com vaidade morremos; arrancando os últimos suspiros estamos dispondo a nossa pompa fúnebre como se em hora tão fatal o morrer não bastasse para a ocupação. 
Sabemos que a mais peremptória afirmação do vaidoso é dizer que não é vaidoso. Para Matias Aires a vaidade é a mais escondida das paixões. Os valores são mensurados a partir do grau em que ela se apresenta. Também as coisas e os acontecimentos recebem a mesma proporcionalidade: A nossa vaidade é a que julga tudo: dá estimação ao favor e regula os quilates à ofensa; faz muito do que é nada; dos acidentes faz substância e sempre faz maior tudo que diz respeito a si. 
De todas as paixões, a que mais se esconde é a vaidade; e se esconde de tal forma, que a si mesma se oculta e ignora: ainda as ações mais pias nascem muitas vezes de uma vaidade mística, que quem a tem, não a conhece, nem distingue: satisfação própria, que a alma recebe, é como um espelho em que nos vemos superiores aos demais homens pelo bem que obramos, e nisto consiste a vaidade de obrar o bem. 
(...) A ingratidão, de quem recebe um benefício, é efeito da vaidade; porque sendo o benefício uma espécie de socorro, sempre indica superioridade em quem o faz, e necessidade naquele que o recebe; por isso a lembrança de um benefício humilha e mortifica a nossa vaidade, e se alguma vez nos lembra, é porque a natureza se acusa de sentir-se ingrata. A dívida leva consigo um desejo da extinção do seu objeto. 
Na mesma linha de reflexão o que vem do outro e que fere a vaidade, desperta conflitos e sentimentos de revolta, por senti-la humilhada: A maior injúria é o desprezo, porque o desprezo se dirige e ofende a vaidade. (...) A perda da honra aflige mais que a da fortuna. Poucas vezes se expõe a honra por amor a vida, e quase sempre se sacrifica a vida por amor a honra. Não se esquece o ódio, que teve por princípio a vaidade ofendida. 
Apesar de afirmar que a vaidade é um mal comum, Matias Aires também classifica e hierarquiza de certa forma, a vaidade, segundo o tipo, quando faz referência àqueles que se dizem donos da verdade: A mais vã e tola das vaidades é a que resulta do saber, porque no homem não há pensamento que mais o agrade, do que aquele que o representa superior ao demais, e superior no entendimento, que é nele, a parte mais sublime. Procuramos ser objetos da memória e assuntos da fama: o nosso fim é querermos que se fale em nós. O aplauso é o ídolo da vaidade. 
Com relação à Justiça, Matias Aires também pondera: A ciência de fazer justiça é donde a vaidade é mais perniciosa. (...) Quantas injustiças não terá feito a vaidade de fazer justiça! 
Tomás de Aquino define a vaidade (um dos sete pecados capitais) como a glória vã (daí, vangloriar-se). E a glória pressupõe esplendor e a admiração que esse esplendor causa aos pares de quem a possui. Aos olhos cristãos, somente Deus possui a verdadeira Glória, mas ao homem a quem é dada a glória como uma atribuição divina, ou que é glorificado por um feito, deverá buscar o bem comum por meio desse dom.

O mundo quer-me mal porque ninguém
Tem asas como eu tenho! Porque Deus
Me fez nascer Princesa entre plebeus
Numa torre de orgulho e de desdém.

Porque o meu Reino fica além...
Porque trago no olhar os vastos céus
E os oiros e os clarões são todos meus!
Porque eu sou Eu e porque Eu sou Alguém.

O mundo! O que é o mundo meu amor?
O jardim dos meus versos todo em flor...
A seara dos teus beijos, pão bendito.

Meus êxtases, meus sonhos, meus cansaços...
São os teus braços dentro dos meus braços:
Via Láctea fechando o infinito!...
(Florbela Espanca in "Charneca em flor")
A. Schopenhauer, em Dores do Mundo, (tradução no Brasil em 1959) afirma:
"A diferença entre a vaidade e o orgulho consiste em que este é uma convicção bem firme de nossa superioridade em todas as coisas; a vaidade, pelo contrário, é o desejo que temos de despertar nos outros esta persuasão, com a esperança secreta de chegar por fim a convencer a nós mesmos.
O orgulho tem, pois, origem numa convicção interior e, portanto, direta; a vaidade é a tendência de adquirir a auto-estima do exterior e, portanto, indiretamente. A vaidade é faladora, o orgulho silencioso. Mas o homem vaidoso deveria saber que a alta opinião dos outros, alvo de seus esforços, se obtém mais facilmente por um silêncio contínuo do que pela palavra, mesmo quando há para dizer as coisas mais lindas. 
Não é orgulhoso quem quer; pode-se, no máximo, simular o orgulho, mas, como todo papel de convenção, não logrará ser sustentado até o fim. Porque é apenas a convicção profunda, firme, inabalável que se tem de possuir méritos superiores e valor excepcional que dá o verdadeiro orgulho. Esta convicção pode até ser errônea, ou fundada apenas em vantagens exteriores e de convenção, mas, se é real e sincera, em nada prejudica o orgulho. Pois o orgulho tem raízes na nossa convicção e não depende, assim como sucede com qualquer outro conhecimento, do nosso bel-prazer. 
O pior inimigo, quero dizer, o seu maior obstáculo, é a vaidade, que apenas leva o indivíduo a solicitar os aplausos alheios para, em seguida, formar uma opinião elevada de si mesmo; ao passo que o orgulho supõe uma opinião já firmemente arraigada em nós. Há quem censure e critique o orgulho; esses sem dúvida nada possuem de que se orgulhar."
O orgulho pode ser, por sua vez, considerado como uma chaga terrível responsável pela derrocada de comunidades inteiras. É um grande vilão, e acompanhado de sua fiel companheira, a vaidade, transitam com muita facilidade entre os grupos e entre as equipes de trabalho, podendo destruir qualquer possibilidade de convívio. Pior ainda é quando agem com sutileza e não mostram seus tentáculos e intenções. São inimigos silenciosos.

Estudando bem o gênero humano, por dentro e por fora, porque lhe vemos o físico e o que se passa no espírito, portanto analisando o gênero humano, aqueles que vivem na Terra sujeitos às vicissitudes do tempo, no contato com os homens bons ou maus, em fim em contato com tudo de bom e de mau que no mundo existe, chegamos a conclusão de que todos, ou quase todos, se adaptam e se sentem à vontade quando satisfeita a sua vaidade, as suas pretensões, e sobretudo os seus interesses.

Para pessoas que buscam uma evolução interior, o tempo corre, os anos passam-se, e a humanidade em vez de caminhar com os olhos abertos, com a mente desanuviada, tornando boa nota nas tremendas e dolorosas lições recebidas, caminha ainda com ilusão, ouvindo os cânticos dos espertos que lhes apresentam melodias suaves, alimentando-lhes a vaidade. 
Dentro da mitologia grega encontramos um famoso exemplo da vaidade humana - Narciso. A versão mais famosa da lenda de Narciso é a do poeta romano Ovídio (-43/17).
Eco, uma ninfa dos bosques e das fontes, era de uma tagarelice irrefreável. Ia sempre ao Olimpo, a pedido de Zeus, para distrair Hera com sua conversa enquanto o rei dos deuses e dos homens dava suas voltinhas entre os mortais (ou melhor, entre as mortais). Hera, porém, acabou descobrindo o ardil e puniu a pobre ninfa tirando-lhe o dom da fala e condenando-a a repetir apenas as palavras que ouvia dos outros.
Narciso, filho do deus-rio Cefiso e da ninfa Liríope, era um moço de grande beleza, porém insensível ao amor. Muitas jovens e diversas ninfas se apaixonaram por ele, mas não tiveram nenhum sucesso. A ninfa Eco, com alguma dificuldade, declarou-lhe também seu amor e ficou tão desesperada ao ser repelida que começou a definhar: o belo corpo desapareceu e por fim restou apenas a sua voz.
As demais ninfas, revoltadas, clamaram por vingança e foram atendidas por Nêmesis. Certo dia, durante uma caçada, Narciso se debruçou sobre a fonte de Téspias, perto do Monte Hélicon; ao contemplar a superfície da água apaixonou-se pelo que viu, isto é, por seu próprio reflexo. Indiferente a tudo, o moço não mais saiu dali e nem mesmo conseguia tirar os olhos de sua imagem. Acabou morrendo de inanição e, no local de sua morte, brotou a flor chamada narciso.
Analisando dentro da realidade dos nossos tempos, quantos profissionais não acabaram dessa mesma maneira? Hipnotizados pela própria imagem? Quantos não se perdem numa visão sobre si mesmo e acabam por não enxergar qualquer outro aspecto vindo de uma outra forma de análise externa?
Não há nenhum grande fracasso na história, ou tragédia de grande dimensão e crueldade que não tenha sido conduzida por pessoas cuja constelação psíquica não tivesse como eixo central uma gangorra onde, numa ponta estava uma diminuta auto estima e, na outra, o narcisismo e onipotência (mecanismos compensatórios). 
Convém lembrar outra característica básica da personalidade narcísica: é a condição de se interessar apenas provisoriamente por outro ser humano (quando consegue fazê-lo). A sua capacidade de vinculação é desviada para objetos que pode controlar totalmente: coisas, causas, animais, natureza e pessoas dependentes ou submissas. O interesse de tais pessoas tem feição radical, fundamentalista e costuma absorve-las totalmente, sendo vistas pelo senso comum como "fanáticas" ou fundamentalistas. Sua liderança costuma ser "carismática" e fascina personalidades de Ego empobrecido e que se engrandecem na identificação com o Líder grandioso e com as Organizações a que aderem e cujos objetivos são sempre grandiosos e controladores. 
Talvez a lembrança mais conhecida desse tipo de personalidade e atuação seja a de Hitler que, com seu messianismo e grandiloqüência, fascinando as massas constituídas de pessoas com auto estima destruída pela derrocada alemã, foi inicialmente manipulado pela burguesia alemã e posteriormente... deu no que deu. 
Mais recentemente, tivemos a experiência do Camboja onde o Kemmer Vermelho, com ideologia marxista e fundamentalismo, realizou uma das piores e mais sanguinárias experiências do século passado. São temas cujo aprofundamento são urgentes, neste início de século, na nossa sociedade. 
"Desse modo, o narcisista sente que tudo que é valioso nos objetos externos e no mundo externo é parte dele ou é controlado de forma onipotente por ele."
(In Narcisismo de morte e pulsão destrutiva - Herbert Rosenfeld, Ed. Imago)
Autores psicanalíticos consideram a Psicopatia como uma grave patologia do Superego como sendo uma síndrome de Narcisismo Maligno, cujas características seriam a conduta anti-social, agressão ego-sintônica dirigida contra outros em forma de sadismo, ou dirigida contra se mesmo em forma de tendências automutiladoras ou suicidas sem depressão e conduta paranóide.

A estrutura de tipo narcisística do psicopata teria a seguintes características: auto-referência excessiva, grandiosidade, tendência à superioridade exibicionismo, dependência excessiva da admiração por parte dos outros, superficialidade emocional, crises de insegurança que se alternam com sentimentos de grandiosidade.
Portanto, dentro das relações de objeto (com os outros), seria intensa a rivalidade e inveja, consciente e/ou inconscientemente, refletidos na contínua tendência para exploração do outro, incapacidade de depender de outros, falta de empatia com para com outros, falta de compromisso interno em outras relações.
Pelo fato da vaidade estar presente na natureza humana, podemos afirmar que ela pode ser vista em todas as áreas profissionais e, ao se analisar os valores sociais e padrões comportamentais, pode ser encontrada também na forma de culto ao corpo ou supervalorização da aparência.
Seriamos invariavelmente melhores se, ao invés de nos preocuparmos o tempo todo em ser melhor do que outras pessoas, preocupássemos em ser cada dia melhor, nos superando e superando traumas e problemas numa busca pela evolução interior.
Não há nada mais belo que a humildade.

A historia da vaidade.

A HISTÓRIA DA BELEZA


PRÉ HISTÓRIA
Os primeiros sinais de vaidade começaram na Pré História, quando o homem passou a se reunir em grupos e se fixou na terra, surgindo a diferenciação hierárquica. Os chefes, em geral os mais fortes do grupo, enfeitavam-se com as garras e dentes dos animais ferozes que caçavam. Surgiram também as primeiras "pinturas de guerra" que dariam mais força ao guerreiro, além de "assustarem" o adversário. 

EGITO
Homens e mulheres pintavam o rosto por acreditarem na relação entre espiritualidade e aparência. A maquiagem se tornou parte da higiene diária, um verdadeiro ritual de beleza. Os olhos tinham o maior destaque: eram delineados e aumentados com kohl (carvão), as pálpebras recebiam toques de índigo e sobre elas se esfumavam uma sombra em pó, colorida, feita de malaquita moída (pedra). Utilizavam também henna, açafrão, curry e outros pós coloridos. 


GRÉCIA
A maquiagem era usada mas não tanto quanto no Egito. A preocupação maior era com a saúde e a beleza do corpo. Os homens não se maquiavam e procuravam manter a forma com exercício físico, massagens e banhos aromáticos. As mulheres usavam maquiagem leve e os penteados eram elaborados com fitas e cachos. 

ROMA
Os romanos adquiriram dos gregos o costume dos banhos e dos exercícios. Os óleos perfumados de massagem, banhos (termas) faziam parte do ritual de beleza. A maquiagem era mais exagerada entre as cortesãs, mas não deixava de ser usada pelas mulheres dos senadores e da elite. 

IDADE MÉDIA
Teve início com a queda do Império Romano e o domínio do Cristianismo. A vaidade foi condenada pela Igreja que passou a considerar como "hábitos pagãos" o costume das termas, dos banhos e das massagens com óleos perfumados dos romanos. Sendo alvo dessa nova ordem, as mulheres se cobriram com longas e rodadas vestimentas e os cabelos ficaram escondidos sob toucados. Mesmo assim tinham alguns toques de vaidade - os cabelos eram clareados com água de lixívia (cinza do borralho colocada na água) e com o sol. As sobrancelhas eram depiladas e a testa aumentada pela depilação da linha dos cabelos. As faces eram beliscadas e os lábios mordidos para que ficassem rosados.

RENASCIMENTO
Os decotes desceram, os penteados mais elaborados voltaram a ser usados e novamente a maquiagem começou a ser introduzida no dia-a-dia. O luxo do vestuário entrou na moda e, quanto mais nobre, mais enfeitado se apresentava. Surgiram as mouches (moscas), que eram pintas feitas de veludo, colocadas nos seios e no rosto de homens e mulheres. Na pintura eram retratados rostos jovens, ideal de beleza buscado na Grécia. 

SÉCULO XVIII
Na França, homens e mulheres voltaram a exagerar na maquiagem. Foi um período caracterizado pelo exagero em muitas áreas: na pintura, na arquitetura, no vestuário, nos penteados. O empoamento (pó de arroz) deixava rostos e cabelos inteiramente brancos; as perucas chegavam a altura de 50 cm; sedas, rendas, cetim e as mouches estavam no seu apogeu. Os decotes chegavam até os mamilos e o colo era aspergido com vinho tinto para que ficasse mais rosado.

SÉCULO XIX
A era vitoriana influenciou o comportamento e o guarda roupa feminino e masculino na Europa e parte da elite nos Estados Unidos. Roupas mais fechadas, decotes discretos, espartilhos, saias enormes, pouca maquiagem caracterizaram essa época dos cavalheiros e das damas.
  
ANOS 10
O início do século XX foi marcado pela Primeira Guerra Mundial (1914-1918), que foi a grande responsável pela mudança no modo de ser e pensar da humanidade. As mulheres assumiram novos papéis passando, pela primeira vez, a integrar o mercado de trabalho. O vestuário se tornou mais prático e adequado à rotina das fábricas e escritórios.

ANOS 20
Com o fim da guerra, o divertimento deu o tom desta década de prosperidade e liberdade. Época das melindrosas (eram as mulheres modernas) e dos vestidos chacoalhando ao som de Charleston e do jazz. A mulher começava a ter mais liberdade, os comprimentos subiram chegando à altura dos joelhos - era a primeira vez na história ocidental que as pernas femininas podiam ser vistas em público. Coco Chanel revolucionou a década de 20 com os seus cortes retos, blazers, cardigãs, colares compridos, reproduzindo a sua própria imagem - a mulher bem sucedida, independente, com personalidade e estilo. A maquiagem era forte, os lábios eram vermelhos pintados em formato de coração ou arco de cupido, os olhos bem marcados, as sobrancelhas tiradas e marcadas a lápis. Os cabelos eram curtos (Chanel) tinham franja e corte reto na altura das orelhas.

ANOS 30
A euforia dos anos 20 chegou ao fim com a crise de 1929 (queda da Bolsa de Valores de Nova York). Em geral, os períodos de crise não são caracterizados por ousadias na forma de se vestir. Os anos 30 - ao contrário da década anterior que havia destruído as formas femininas - voltou a valorizar o corpo da mulher, através de uma elegância refinada; as formas eram marcadas, porém naturais. As saias ficaram longas e os cabelos começaram a crescer. A moda dos anos 30 descobriu o esporte, a vida ao ar livre e os banhos de sol. Os mais abastados iam para lugares à beira-mar para passar as férias.  A mulher dessa época devia ser magra, bronzeada e esportiva. O cinema estava no auge e Hollywood, através de suas estrelas, foi um referencial de disseminação de novos costumes. O visual sofisticado da atriz Greta Garbo, com sobrancelhas e pálpebras marcadas com lápis e pó de arroz bem claro, foi muito imitado pelas mulheres.
MAX FACTOR, químico que revolucionou a história da maquiagem, criou uma série de truques que deixava as estrelas de Hollywood com um rosto muito especial. Abriu uma indústria de cosméticos, pois as atrizes estavam sempre "roubando" os seus produtos para usar no dia-a-dia. Criou maquiagem para ruivas, morenas e loiras, maquiagem líquida, à prova d´água e outra grande revolução o PanCake - lançado em 1938 para o filme "... E o Vento Levou". A atriz Vivian Leigh tinha a pele muito irregular e o PanCake a salvou nos closes. Surgiram os estojos de bolsa, as mulheres podiam retocar a maquiagem onde estivessem.

ANOS 40 
A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi novamente um catalizador de mudanças, a moda se tornou mais simples e austera - cortes retos, estilo militar, uso de duas peças criando looks intercambiáveis, racionamento de tecido, roupas recicladas, popularização dos sintéticos (como a viscose). Com a escassez de cabelereiros (até o final da década de 30, a profissão era exercida predominantemente por homens, que estavam lutando) os cabelos eram penteados com uma variedade de ondas e presos com grampos. A simplicidade a que a mulher estava submetida despertou o interesse pelos chapéus, surgiram novos modelos e adornos. A alta costura ficou restrita às mulheres dos comandantes alemães, dos embaixadores em exercício e àquelas que de alguma forma podiam frequentar as grandes maisons.

ANOS 50
Com o fim da guerra, a mulher dos anos 50 se tornou mais feminina, glamurosa e sofisticada. Era a consolidação do New Look, uma das principais revoluções da moda, lançada por Christian Dior em 1947. Metros e metros de tecido eram usados para confeccionar um vestido bem amplo, na altura dos tornozelos, com cintura marcada. Os sapatos eram de salto alto, além das luvas e outros acessórios como peles e jóias. As jovens começaram a trocar as orquestras pela música de Elvis Presley. A beleza era um tema de grande importância, com muitos lançamentos de cosméticos. Spray de cabelo, delineador, sutiãs pontudos são as heranças da década. Era também o auge das tintas para cabelos. Os penteados podiam ser coques ou rabos-de-cavalo, como os de Brigitte Bardot. O corpo da mulher se tornou mais feminino e curvilíneo, valorizando quadris e seios. Marilyn Monroe eternizou o look dos anos 50, estabelecendo um padrão de símbolo sexual que atravessa décadas.

ANOS 60
Foi uma das décadas mais ricas. Pílula anticoncepcional, homem na Lua, morte de John Kennedy, Martin Luther King, minissaia, os Beatles, hippies, Festival de Woodstock, Guerra do Vietnã, Revolução de 64 (no Brasil), Mao Tsé-tung, Guerra Fria,... Liberdade sexual feminina. Os anos 60 viveram a explosão da juventude, o desejo de liberdade. Os jovens entraram para o mercado de trabalho e as empresas criaram produtos específicos para esse novo consumidor, que pela primeira vez, teve a sua própria moda, não mais derivada dos velhos. A modelo Twiggy, uma modelo inglesa de 1,70m  com 45 quilos, tornou-se o biotipo imitado pelas jovens da época. Foi o auge da estética "lolita", com a sexualização de looks quase infantis. Para manter o ideal de corpo adolescente, as revistas femininas pregavam as dietas e os exercícios. A maquiagem era basicamente nos olhos. Batom e esmalte eram bem claros, em geral branco-leite e os olhos seguiam padrões de tonalidades do rosado ao verde-água, com cílios enormes, negros e bem "postiços". Os cabelos eram armados, cheios de laquê e as perucas estavam na moda.
No final da década, o reduto jovem mundial se transferiu de Londres (cidade da moda desta época), para São Francisco (EUA), berço do movimento hippie. Manifestações e palavras de ordem mobilizaram jovens em diversas partes do mundo. Era o movimento da contracultura, que se afastava da ostentação da jovem guarda, em busca de uma viagem psicodélica.

ANOS 70
Década da discoteca, de Dancing Days, John Travolta, calças boca-de-sino, golas pontudas, plataforma,....O movimento hippie traz referências de outras etnias. Os cabelos recebiam a influência afro e deviam ser enormes, crespos e bem armados. Na maquiagem os olhos eram muito enfatizados (sombras  verde, rosa, azul) e até 1974 os cílios continuaram com força total. As maçãs do rosto tinham muito blush.
Em Londres surge o punk, quando um grupo de garotos desempregados, sintetizando a atmosfera do "No Future" e da falta de perspectivas, protestam com suas roupas rasgadas, muito preto, alfinetes, jaquetas de couro, coturnos e cortes de cabelos "moicanos".

ANOS 80
Era do poder e dos exageros visuais. A mulher passou a ocupar áreas antes reservadas aos homens ganhando status e dinheiro - são engenheiras, arquitetas, gerentes de empresa, donas de seu próprio negócio,... Foi também a época dos yuppies norte-americanos, que lançaram moda para todo o globo com suas roupas de griffe. Com o culto ao corpo começaram a corrida para as academias (febre da ginástica aeróbica), as vitaminas, a geração saúde.
A multiciplidade das tribos urbanas alcançou algo nunca visto - coexistiam punks, góticos, skinheads, new wavers, rappers (do hip-hop americano). A música influenciou fortemente a moda. 
A ambiguidade foi um traço marcante da década - estampas de oncinha, cores cítricas, acessórios "fake" conviviam com discretos tailleurs e com roupas de moletom e cotton-lycra recém-saídas das academias. A maquiagem tinha batons de cores vivas como o pink e o vermelho, os olhos eram bem pintados com sombras fortes, os cílios eram alongados com máscaras coloridas (verde e azul). Os cabelos tinham gel para o look molhado, mousse para criar volume, ao lado das permanentes e topetes altos.
No fim da década apareceram as supermodels - Linda Evangelista, Naomi Campbell, Cindy Crawford, Claudia Schiffer - eram as mulheres mais glamourosas, desejadas e invejadas. Ocuparam o imaginário da mídia e do público, antes reservado às estrelas de Hollywood. 
A mistura de tendências e a ambiguidade que caracterizou os anos 80 provaram que todos os limites são relativos e que a moda não é mais que a projeção de sonhos, idéias e aspirações - tudo é possível no mundo da criação.

ANOS 90
Trouxe o low profile, o minimalismo, pregando a simplicidade em oposição à extravagância e aos excessos visuais dos anos 80. O ideal era uma calça Calvin Klein com uma camiseta pólo, um Keds,... O heroin chic (palidez, olheiras e magreza excessiva) se tornou padrão. A modelo Kate Moss personificou esse estilo, muito reproduzido nos editoriais de moda. 
O grunge conquistou o mundo e a moda com bandas de Seattle como Nirvana. No extremo oposto, a indústria do luxo se expandiu e revitalizou marcas esquecidas.
Os jovens dos anos 90 ganharam espaço com marcas e estilos para cada tribo. Os adolescentes passaram a mudar de estilo cada vez mais rápido. Entrou em ascensão as tatuagens e os piercings.
A moda mais plural, estimulou o estilo próprio e individual, dando pistas para a virada do milênio.

ANOS 2000
A globalização e o desenvolvimento da mídia aumentaram muito a velocidade da informação. Modelos brasileiras como Gisele Bündchen, Carol Trentini, Fernanda Tavares, Isabeli Fontana, ... passaram a estrelar campanhas de grandes grifes mundiais e invadiram as passarelas.
Estilistas brasileiros passaram a apresentar coleções nas semanas de moda de Nova York e Paris. 
O governo do presidente Lula deu continuidade à política de estabilização econômica iniciada na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso.
O Brasil se tornou um "país na moda". Guias e revistas de estilo voltaram-se para o país estendendo seus predicados para além do samba, praia, futebol e Carnaval. A moda tornou-se plural e subjetiva. Com várias possibilidades, a mulher faz a escolha baseada no seu estilo. O look ficou mais natural para cabelos e maquiagem. Iniciou-se a "ditadura da juventude" - nunca se usaram tantos recursos médicos e tecnológicos para frear o envelhecimento.


E a indústria de cosméticos se especializa cada vez mais em proporcionar bem estar, auto-estima, tornando os cuidados com a beleza, mais eficazes e mais práticos de serem inseridos no dia-a-dia.
Cremes nutritivos para cabelos usados durante a noite. Produtos naturais com ativos orgânicos em substituição aos derivados petroquímicos. Produtos específicos para homens como shampoos e tratamento facial. Loções corporais auto bronzeantes. "Spa em casa" - produtos de tratamento corporal  que proporcionam a auto indulgência, o prazer e o relaxamento. Loções corporais, desodorantes, sabonetes com edições limitadas de cuidados especiais com a pele no verão. Maquiagem que trata e protege a pele. Finalizadores que modelam e tratam os cabelos... A lista é grande... e os produtos irão oferecer cada vez mais recursos seguindo estilos de vida, tendências,... tudo é movimento e evolução.

A maior vaidade

A maior vaidade da beleza de uma diva é saber que sempre vai ter alguém que a admira pelo que ela é não pelo que ela tem